A inovação como fator de desenvolvimento regional

Márlon Luiz de Almeida, José Luís Gomes da Silva, Edson Aparecida de Araujo Querido Oliveira

Resumo


Este artigo procurou demonstrar como anda o entendimento a respeito de inovação e o que os diversos autores têm proposto para esse tema, perpassando um pouco pela literatura clássica que aborda o assunto e também como os pesquisadores contemporâneos têm tratado essa questão. Além disso, buscou-se esclarecer como o Brasil tem procurado estimular a inovação, especialmente depois da promulgação da Lei de Inovação e da Lei do Bem. Por fim, tratou também um pouco sobre desenvolvimento regional e as questões da inovação, ou seja, como esta pode contribuir para diminuir as incoerências do crescimento e desenvolvimento regional no país. Apesar de que esse é um assunto antigo, onde vários economistas consagrados, como Schumpeter, Kuznets, Say, Mandel, entre outros, já abordavam a respeito. A inovação no Brasil somente começou a ser tratada com a atenção que merece nas últimas duas décadas, e ainda com reservas, a produção científica de pesquisas envolvendo inovação e desenvolvimento regional juntas começa a aparecer no circuito científico, despertando interesse de governos e organizações empresariais. Para essas organizações mais ainda, uma vez que a inovação é fator preponderante de permanência e de crescimento no mercado. Para os governos, a inovação passa a ser a mola-mestra da estabilidade econômica, uma vez que, sendo o país mais competitivo a partir das inovações, certamente os mercados se abrirão e a entrada de divisas ajudará o país a equilibrar as contas e, por conseguinte, se terá mais recursos para serem investidos nas regiões, especialmente nas mais atrasadas, permitindo que se tenha um crescimento mais uniforme, através de oportunidades de vantagens competitivas oriundas do surgimento de inovações produzidas e/ou induzidas em cada região.

Palavras-chave


Gestão; Desenvolvimento Regional; Inovação; Competitividade.

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