O SERTÃO SEMIÁRIDO, POLÍTICAS PÚBLICAS E AS RELAÇÕES DE PODER EM “VIDAS SECAS”

Fabiana Pinto de Almeida Bizarria, Jessie Coutinho de Souza Tavares, Marcus Vinicius de Oliveira Brasil, Mônica Mota Tassigny, Artur Gomes de Oliveira

Resumo


O semiárido e a incidência da seca expressam condições sociais que afligem a população sertaneja. Objetivando caracterizar a condição do sertanejo diante da vida no semiárido, a pesquisa possui duas etapas metodológicas: a composição de um ensaio e uma análise fílmica. Inicialmente, buscou-se construir o modelo de análise para o filme “Vidas Secas”, constituído pela organização social, pelas políticas públicas e pelas relações de poder no sertão semiárido, e a fragilização do sertanejo em decorrência das expressões de pobreza, da seca e da dependência. Por um lado, observam-se políticas que caminham para minimizar a condição emergencial da seca e, por outro, ações governamentais que consideram a seca um problema estrutural e um fenômeno social. Mesmo que estas se consubstanciem num avanço para a região semiárida, infere-se que a lógica subjacente a essas ações, sob a égide capitalista, perpetua a condição do sertanejo subjugado a um sistema de dependência do Estado. Por fim, considera-se fértil a análise do semiárido sob a tônica do desenvolvimento alternativo, com análise da região em função da subsistência, da participação e da liberdade.

Palavras-chave


Sertão; Semiárido; Políticas Públicas; Relações de Poder; Vidas Secas

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