Os enfoques convencionais da inovação e suas implicações sócio-espaciais em formações periféricas

Ivo M. Theis, Débora A. Almeida

Resumo


Neste artigo examinam-se aspectos relativos à distribuição da atividade econômica (e, sobretudo, da inovação) no espaço a partir dos enfoques convencionais da inovação, compreendendo estes: a perspectiva da hélice tripla, a abordagem neoschumpeteriana e a teoria da regulação. Assim, perseguem-se os seguintes objetivos: fazer um breve balanço dos principais enfoques sobre inovação, enfatizando a relação entre universidade, ciência tecnologia e inovação, setor produtivo e governo; discutir a importância do processo de inovação para o desenvolvimento territorial em formações sócio-espaciais periféricas; identificar a presença e relevância dos diversos sujeitos/atores/instituições envolvidos no processo de inovação, com destaque para universidades, indústria e governos. A hipótese subjacente é que o desenvolvimento territorial nas formações sócio-espaciais periféricas é condicionado pela adoção (às vezes, pela imposição) de modelos de ciência e tecnologia inadequados às demandas de indivíduos e comunidades locais/regionais, portanto, desajustados às dinâmicas socioeconômicas, ambientais e culturais do território.

Palavras-chave


enfoques convencionais da inovação; formações sócio-espaciais periféricas; território.

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