AUTOEFICÁCIA NO TRABALHO DOCENTE: O USO DE TECNOLOGIA DIGITAL E VIRTUAL NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Sandra Lúcia Pacheco de Almeida Costa Souza, Nancy Julieta Inocente, 3Elvira Aparecida Simões de Araujo

Resumo


A Crença da eficácia pessoal e coletiva pode interferir na maneira como o docente organiza e lida com suas práticas no ensino e aprendizagem. O objetivo deste estudo foi verificar se a autoeficácia no trabalho docente das Unidades de Ensino do Departamento de Ciência e Tecnologia da Aeronáutica (DCTA) incentiva o uso de tecnologia digital e virtual no processo de ensino e aprendizagem. Foi realizada uma pesquisa de estudo de caso, com abordagem quantitativa - descritiva em três Unidades de Ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio e Ensino Superior. A composição da amostra foi de 135 docentes e traça um perfil com 22,2% da Educação Infantil, 19,3% do Ensino Fundamental e Médio, e 58,5% do Ensino Superior. Os instrumentos utilizados foram: Questionário de Identificação da Amostra; Escala de Autoeficácia; Escala de Fontes de Autoeficácia; Três Dimensões de Competências: Tecnológica, Pedagógica e Social e da Prática Docente no uso da Tecnologia Digital e Virtual no DCTA. Observou-se que os docentes entre 46 e 56 obtiveram altas pontuações de eficácia nas três unidades e que os de sexo feminino atuantes na Educação Infantil tendem a ter maior eficácia na intencionalidade e manejo de classe, mas ficaram abaixo da média no fator dos estados fisiológicos e afetivos. Quanto à variável de trabalho, as Unidades de Ensino não apresentaram diferença significativa e obtiveram pontuação acima da média, demonstrando autoeficácia docente. Detectou-se que os docentes da Rede Federal de Ensino obtiveram maior pontuação para as três dimensões: Competências Tecnológica, Pedagógica e Social. Constatou-se que quanto maior for o tempo de experiência de docência, maior a autoeficácia e os docentes com cursos de pós-graduação apresentaram maior pontuação de eficácia. O Ensino Fundamental e Médio tem maior porcentagem de experiências diretas e vicariantes e a Educação Infantil na Persuasão Social. Conclui-se que os fatores de manejo de classe e Intencionalidade docente têm correlação positiva com as dimensões de experiências vicárias, persuasão social e experiências diretas. Sugere-se que os docentes podem assumir mais controle de sua prática na tecnologia digital e virtual e que este conjunto de fatores deve ser observado pela gestão. O gestor educacional deve manter a motivação dos docentes frente às novas posturas educacionais e com as inovações tecnológicas.

Palavras-chave


Gestão. Gestão Educacional. Autoeficácia. Tecnologia Educacional.

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ISSN 1809-239X

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