CAMINHOS E (DES)CAMINHOS DA POLÍTICA DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA NO ESTADO DO TOCANTINS: DESVENDANDO O PADRÃO LAMPEDUSA

Jeany Castro dos Santos, Fernanda Rodrigues da Silva, Lauro Santos Pinheiro, Airton Cardoso Cançado

Resumo


Este artigo compreende um estudo sobre a Política de Ciência e Tecnologia no estado do Tocantins, dada a quantidade de mudanças ocorridas na estrutura dessa política. Definiu-se como objetivo geral analisar a influência da administração pública patrimonial sobre a gestão da Política de Ciência e Tecnologia no Estado do Tocantins. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa em que se valeu dos seguintes procedimentos metodológicos: realização de pesquisa bibliográfica e documental; aplicação de entrevistas semiestruturadas e análise de conteúdo. Os resultados apontaram que as mudanças ocorridas no setor da Ciência e Tecnologia do Tocantins, como por exemplo, a criação das instituições formais, buscaram garantir a manutenção da influência da administração pública patrimonial ao invés da busca pela consolidação e institucionalização da Ciência e Tecnologia no Estado. As evidências que comprovaram esta inferência foram identificadas nas contínuas mudanças ocorridas ao longo dos anos de 2005 a 2015, que vão desde às constantes trocas de secretários aos atos de criar e extinguir as instituições vinculadas a essa política. Desta forma, percebeu-se que “as mudanças ocorridas na política foram realizadas para que as coisas permanecessem como sempre estiveram” confirmando assim, a lógica simbólica do “Padrão de Lampedusa”.

 


Palavras-chave


Ciência e Tecnologia. Patrimonialismo. Lampedusa. Institucionalização.

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