TECNOLOGIA PATRIMONIAL E O ENRAIZAMENTO DO SABER-FAZER: INTERSTÍCIOS ENTRE MEMÓRIA COLETIVA, DISPOSITIVOS PATRIMONIAIS E ECOSSISTEMAS

Adimilson Renato da Silva

Resumo


Este texto problematiza a noção de tecnologia patrimonial como enraizamento do saber-fazer de indivíduos, grupos e comunidades, como coexistência entre os humanos e o bio-socio-político-ambiente habitado e significado. O processo de confecção de artefatos, elaborado em comunidade de prática específica, pode traduzir esses níveis de recorrências ao longo da relação cultura-natureza, demostrando as experiências sensíveis presentes nas práticas e trajetórias de artesãs e artesãos. Para tanto, o que se propõe neste ponto é não tratar a materialidade em si mesma, mas procurar um parâmetro de “equilíbrio” entre a constatação que as propriedades de matérias-primas são importantes para a feitura do artefato e seus prováveis vínculos. O que se emaranha nessa atividade também são avaliações estéticas, históricas e mesmo políticas, e de convicções e valores que moldam as nossas atitudes.

Palavras-chave


memória coletiva; enraizamento do sabe-fazer; tecnologia patrimonial.

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