A URBANIZAÇÃO NEOLIBERAL EM TERRITÓRIOS AMEAÇADOS NO ÂMBITO DO EMBATE ENTRE DIFERENTES RACIONALIDADES DE PRODUÇÃO DE AMBIENTES URBANOS

Claudio Jorge Moura de Castilho, Diana Carolina Gómez Bautista, Milena Barros Gomes

Resumo


Em Recife, os territórios vividos resistem contra a especulação imobiliária cujos interesses fizeram parte preponderante da formação da cidade. O objetivo deste artigo é destacar a ameaça dos imperativos da urbanização neoliberal em territórios vividos no contexto de embates entre diferentes racionalidades referentes ao processo de construção de ambientes urbanos. O que se justifica pela necessidade de contribuir para o reforço da luta social pelo direito à cidade. Partindo da experiência de resistência do território Coque, identificou-se o retorno célere da postura urbanística higienista em Recife, contribuindo para a discussão sobre o atual processo de urbanização capitalista que tem ameaçado territórios historicamente conquistados pelas populações pobres. Como procedimentos metodológicos, utilizou-se da abordagem relacional mediante a qual a interdisciplinaridade é considerada como caminho fundamental à apreensão e explicação da complexidade do processo de urbanização capitalista. Finalmente, como considerações finais, destacou-se a força da urbanização higienista gentrificadora no âmbito dos embates entre os interesses especulativos e os da realização plena da vida humana na cidade. Se por um lado, a Prefeitura do Recife, em razão das pressões sociais dos moradores, concedeu o status de Zeis ao seu território; por outro, este espaço foi, progressivamente, perdendo áreas para instituições vinculadas aos interesses especuladores.

Palavras-chave


Territórios vividos. Mercado imobiliário. Coque.

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ISSN 1809-239X

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