A adequação sócio-técnica como insumo para a recuperação dos Institutos Públicos de Pesquisa

Renato Dagnino, Henrique T. Novaes

Resumo


A trajetória dos Institutos Públicos de Pesquisa (IPPs) brasileiros pode ser dividida em cinco momentos. O primeiro, é o da criação dos pioneiros, na segunda metade do século XIX no âmbito do modelo primário-exportador que vigorou até a década de 1930. O segundo transcorre num outro modelo de desenvolvimento, que tem seu núcleo na industrialização por substituição de importações. O terceiro se dá no bojo do regime autoritário, quando o projeto Brasil-Grande-Potência passou a demandar IPPs dedicados, nas empresas estatais. O quarto momento se inicia em meados dos anos 1980 com o término da ditadura e, paradoxalmente, com o descaimento do ideário nacional-desenvolvimentista. O quinto momento é o que se delineia em função do cenário de democratização que parece estar emergindo. Ele se caracterizaria pela exploração de uma nova e desafiadora agenda de pesquisa de interesse de novos parceiros que representam um segmento com força política e expressão econômica crescente. Como uma contribuição à recuperação dos IPPs, formulamos o conceito de Adequação Sócio-Técnica (AST) como um processo que permita a aproveitar o grau de autonomia técnico-político hoje existente para a exploração de rotas alternativas de desenvolvimento tecnológico que poderão ser promovidos pelos IPPs e contribuir para o fortalecimento da Economia Solidária.

Palavras-chave


institutos públicos de pesquisa, adequação sócio-técnica, economia solidária

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