Capital social: visão integrada

Diego Antonio Marconatto, Eugenio Avila Pedrozo

Resumo


Nos últimos anos, o capital social tem sido conceituado das mais diversas formas, dependendo dos fenômenos correlatos os quais estão sob análise. Essa pluralidade conceitual faz menção a pressupostos, correntes teóricas e empíricas por vezes tão diversas e estranhas umas as outras, que alguns autores chegam a questionar a validade, eficácia e mesmo a existência do capital social. Neste artigo teórico objetivamos lançar as bases para um conceito mais robusto, aderente à realidade, para o capital social; um conceito que considere mutuamente o papel de indivíduos, das suas redes sociais e das instituições presentes em determinado campo sócio-econômico. Buscamos, desta forma, contribuir diretamente com a literatura que versa sobre essa temática e, indiretamente, com todos os outros fenômenos sociais e econômicos que tenham algum tipo de relação com a mesma. Desta forma, com base em uma robusta revisão de literatura, desenvolvemos neste artigo uma tentativa conceitual para o capital social, que seja mais abrangente e sensível a todas as três forças sociais e suas múltiplas relações: capital social é a benevolência engendrada pela interação mútua das três forças sociais (indivíduos, redes e instituições) e que pode ser utilizada pelas mesmas para facilitar a sua ação. Suas fontes residem nas relações sociais e institucionais dos atores individuais ou coletivos, sociais ou institucionais, localizados nos diversos níveis de um determinado campo. E seus efeitos ocorrem sobre os fluxos de informações, e o potencial de solidariedade e influência destes mesmos atores.

Palavras-chave


Capital social; Visão Integrada; Estrutura Social

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ISSN 1809-239X