Água: um bem econômico de valor para o Brasil e o mundo

Fernanda Gene Nunes Barros, Mário M. Amin

Resumo


A poluição e o uso desordenado dos recursos hídricos, aos poucos, estão tornando a água imprópria para o consumo humano. Além disto, tanto o crescimento demográfico quanto o econômico multiplicam os usos das águas e fazem crescer sua demanda, diante de uma oferta inelástica. A junção destes fatores leva a inferir que este recurso não pode mais ser entendido como um bem comum, pois a confrontação de sua disponibilidade com suas demandas tende a acarretar a escassez. Assim, faz-se necessário reconhecer que a água é um bem econômico e um recurso estratégico essencial ao desenvolvimento econômico e social dos países. Dentro deste contexto, pode-se inferir que a Bacia Amazônica Brasileira dispõe de um recurso estratégico de valor econômico e social e, em se acentuando este quadro, pode vir a despontar no cenário internacional como uma das grandes potências no tocante à posse de água doce superficial, pois é uma das regiões do mundo que mais tem estoque deste recurso. No entanto, para que a região e o país venham a usar e a defender, adequadamente seus recursos hídricos, mediante a sua disponibilidade, é preciso estabelecer e intensificar a regulação, a valoração e a conscientização, de maneira que, gradativamente, a população passe a utilizar, racionalmente, o recurso de forma que a água, hoje abundante, possa permanecer com este status e, através do mercado, promova uma nova rota de crescimento e desenvolvimento para a região amazônica. Para tanto, há que se adotar formas de gestão que possibilitem zelar pela conservação quantitativa e qualitativa das águas e pela racionalidade dos usos e seu justo compartilhamento.

Palavras-chave


Brasil, recursos hídricos, bens econômicos, recursos estratégicos.

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ISSN 1809-239X