IDENTIDADE TERRITORIAL E ARTESANATO COM PORONGO NA REGIÃO CENTRAL DO RS – A NOÇÃO DE CIRCUITO ESPACIAL PRODUTIVO E SUAS POSSIBILIDADES NO ÂMBITO DO TURISMO

Carolina Iuva de Mello, José Marcos Froehlich

Resumo


A região central do Rio Grande do Sul, em especial Santa Maria, tem grande potencial turístico que vem sendo explorado com maior intensidade nos últimos anos. Neste sentido, a valorização do artesanato de matriz identitária territorial é um modo de evidenciar a imagem e promover o turismo regional. Na região encontra-se o distrito de Arroio do Só, considerado o maior produtor de porongos do Brasil, sendo estes cultivados por agricultores familiares e utilizados para a fabricação de cuias para chimarrão em agroindústrias locais. Os resíduos do fruto, descartados pela indústria de cuia, vêm sendo utilizados por artesãs locais na confecção de artesanato. Porém, este não remete ao patrimônio histórico e cultural do território no qual as próprias artesãs estão inseridas. O presente artigo busca refletir e levantar possibilidades para a efetiva integração de um circuito espacial produtivo que resulte na utilização do porongo para artesanato de matriz identitária territorial, voltado ao consumo turístico. A configuração explícita deste circuito espacial produtivo pode facilitar a promoção de maior sinergia entre os atores envolvidos, levando à valorização de um material abundante e ampliando a visibilidade e o reconhecimento do patrimônio histórico e cultural da região.

Palavras-chave


Turismo; Artesanato; Identidade territorial; Porongo; Circuito espacial produtivo

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.






ISSN 1809-239X

RBGDR está indexada em: