A indústria vitivinícola e o desenvolvimento regional no RS: uma abordagem neoinstitucionalista da imigração italiana aos dias atuais

Cláudio Vinícius Silva Farias

Resumo


O presente artigo é o produto parcial de um processo de pesquisa que está sendo desenvolvido com o intuito de analisar os elementos formadores da indústria vitivinícola do Rio Grande do Sul (RS). Em termos metodológicos, o pano de fundo deste trabalho é o conjunto de conceitos e formas de pensar o desenvolvimento econômico regional, a partir da escola da Nova Economia Institucional (NEI), em especial sob a ótica de Douglass North. Para tanto, percorremos o caminho histórico do início da imigração italiana, marco do surgimento das primeiras instituições privadas produtoras de vinho no RS. O surgimento do setor se deve ao estoque de conhecimento, bem como o aprendizado coletivo oriundo do trabalho dos colonos italianos em solo gaúcho, que influiu na elevação da região à maior produtora de uvas e vinhos do Brasil (cerca de 90% da produção vitivinícola do país atualmente é oriunda do RS). Tais fatores possibilitaram o surgimento de processos de catching up, ou seja, reduções da distância tecnológica local com à fronteira tecnológica internacional, forçados principalmente pelas dificuldades climáticas da região e pelo aumento da competitividade nos mercados internacionais.

Palavras-chave


setor vitivinícola; desenvolvimento econômico; Nova Economia

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ISSN 1809-239X