Trabalho de docência e comportamento micro-organizacional: a motivação do docente na área da saúde

Vera Lúcia Ignácio Molina, Quésia P. Kamimura

Resumo


Definiu-se o grau de motivação como “satisfatório” dos participantes do estudo, utilizando-se do motivograma e da entrevista. De um lado, ocorre satisfação com as necessidades fisiológicas, auto-estima e autoconfiança, e de outro há “elevada insatisfação” com as de associação e de auto-realização, que justificam o pedido de fortalecimento da afiliação e de melhorias no desempenho na área de pesquisa. Relacionando-se segurança e associação com as demais prevalecem os sentimentos de proteção do grupo e de dependência do ambiente de trabalho. Concluiu-se que: (1) Os satisfeitos se declaram seguros, protegidos e com “boa” auto-estima, realizando o trabalho de docência. Os insatisfeitos com o não-pertencimento ao grupo demonstram descontentamento com a auto-realização e expõem suas dificuldades com vínculos sociais e a não integração do trabalho docente. (3) O grau de motivação “satisfatório” relaciona-se à satisfação de necessidades básicas, localizadas nos primeiros escalões da hierarquia de Maslow. Aceitando que as transformações no ensino superior exigem comportamentos motivados, pergunta-se: como é possível a motivação no trabalho docente se a maioria das organizações não encontra um caminho para lidar com a pessoa do professor? Por fim, o contexto de trabalho é preponderante na oferta de satisfação no trabalho do ensino.

Palavras-chave


Organização de ensino, organização de saúde, comportamento organizacional, trabalho de docência, ensino.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.






ISSN 1809-239X