Interferências Urbanísticas implementadas pelos Agentes Estadonovistas em São José dos Campos

Luiz Laerte Soares

Resumo


Desde o início do Século XX, a cidade de São José dos Campos vinha sendo procurada por tuberculosos, que, em busca do clima alardeado como tonificador para os doentes do peito, encontravam uma cidade desestruturada para abrigá-los. A falta de estrutura evidenciava-se pela insuficiente distribuição da água e a precária coleta de esgoto. Além destas precariedades a cidade não possuía calçamento em suas tortuosas e estreitas vias, e a deficiente coleta de lixo não era realizada com freqüência. Este cenário desolador, símbolo do atraso social e econômico, foi redesenhado após as intervenções autoritárias dos prefeitos nomeados pela ditadura varguista. A reconstrução da cidade contou com o braço intervencionista do “Estado Novo” no final da década de 1930. A aplicação de recursos financeiros, de conhecimentos técnicos e científicos e fundamentalmente, do autoritarismo, imprimiram a modernidade em São José dos Campos.

Palavras-chave


autoritarismo, infra-estrutura e urbanismo.

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ISSN 1809-239X