O TERRITÓRIO DA PIPOCA NOS ARRANJOS ORGANIZATIVOS DE TRABALHADORES AMBULANTES BELORIZONTINOS

Gabriel Farias Alves Correia, Higor Gomes Pereira, Alexandre de Pádua Carrieri

Resumo


Este trabalho tem como objetivo a compreensão do território de trabalho dos pipoqueiros na cidade de Belo Horizonte. Para o estudo, que é qualitativo, realizaram-se sessenta e duas entrevistas semiestruturadas com os trabalhadores atuantes na região hospitalar e na região central da cidade. Para melhor compreensão dos dados, optamos pela técnica de Análise Linguística do Discurso (ALD) e debruçamo-nos sobre a seguinte categoria de análise: A rua é livre? Investigamos o cotidiano e a distribuição dos pipoqueiros no centro de Belo Horizonte. Diante disso, conhecemos a existência de três grupos de pipoqueiros atuantes e que a vinculação do trabalhador a cada um deles influencia em modos distintos de utilização do espaço urbano. Por fim, podemos verificar a constante disputa entre os espaços, resultante das relações de poder entre os diferentes pipoqueiros. Essas relações são evidenciadas nas disputas pelos pontos de vendas, pelas liberações e controle das licenças para trabalhar, pelo poder político junto aos órgãos oficiais, além das disputas por tamanho, influência e significância das entidades que representam esses trabalhadores.

Palavras-chave


Espaço. Territorialidade. Pipoqueiros. Cotidiano

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ISSN 1809-239X