MIGRAÇÃO E (I)MOBILIDADE NO NORDESTE BRASILEIRO: ADAPTAÇÃO PARA QUEM?

Isac Alves Correia, Ricardo Ojima

Resumo


O objetivo deste trabalho é comparar as características das pessoas que permanecem no local de origem com as que emigraram dentro e para fora da região Nordeste. A fonte de dados é oriunda do Censo Demográfico 2010. Os principais resultados mostram que a imobilidade está associada à insuficiência de renda e à dependência da atividade agrícola e de programas de transferência de renda. O sexo e a escolaridade também são importantes para explicar a mobilidade, sendo que as mulheres apresentam maior participação nas migrações intrarregionais e os homens nas migrações inter-regionais e os que nunca migraram são menos escolarizados. Os não migrantes, além de serem mais dependentes de atividades agrícolas, apresentam atributos que os tornam menos capazes de mitigar suas vulnerabilidades às secas. Dessa forma, é necessário conceber políticas públicas específicas para que os benefícios do processo migratório sejam ampliados na região e que processos de exclusão não se sobreponham.

Palavras-chave


Migração Ambiental. Deslocamentos da Seca. Imobilidade. Mudanças Ambientais. Adaptação.

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ISSN 1809-239X