URBANIZAÇÃO, TENDÊNCIAS AMBIENTAIS E SOCIOECONÔMICAS EM UMA ZONA COSTEIRA SOB O ENFOQUE DO ANTROPOCENO: 1940-2020 (BACIA HIDROGRÁFICA DA BAÍA DE GUANABARA, RIO DE JANEIRO, BRASIL)

Rodrigo da Silveira Pereira, Renato Campello Cordeiro, Elisamara Sabadini Santos, Edison Dausacker Bidone

Resumo


Este estudo tem como objetivo reconstruir a urbanização da região da Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara (BHB) no período entre 1940 e 2020, e seus corolários ambientais e socioeconômicos. Para tanto, foram empregados dados de sensoriamento remoto, indicadores de desenvolvimento sustentável e técnicas de geoprocessamento. A falta de dados de sensoriamento remoto de 1940 a 1960 e de estatísticas oficiais para 2020 foram projetadas usando abordagens matemáticas e estatísticas. Os resultados demonstram que, de 1940 a 2020, as áreas urbanas aumentaram 5,3% ao ano, a interferência direta das áreas urbanas nos recursos de água doce selecionados aumentou 6,1% ao ano e a população urbana aumentou cerca de 4,6% ao ano. Os resultados também demonstram que o GBHB carece de instalações de saneamento, com menos de 50% dos domicílios com acesso a esgoto, o que explica as altas concentrações de matéria orgânica nas águas doces, 11,2 mg.l-1. A desigualdade de renda e a pobreza são evidentes na região. A relação entre o Salário Mínimo e o Produto Interno Bruto per capita foi estimada em cerca de 0,2 (estimativa do valor médio para 1940-2020). O estudo conclui que a urbanização não planejada e políticas públicas ineficientes empobrecem o meio ambiente e a condição humana em tendência crescente, tornando o GBHB um caso local interessante para verificar elementos da teoria do Antropoceno.

Palavras-chave


Geotecnologias. Mudanças no uso da terra. Degradação social. Degradação do meio ambiente. Bem-estar socioeconômico

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ISSN 1809-239X