AVALIAÇÃO DE CONFORTO E EFICIÊNCIA TÉRMICA EM EDIFÍCIOS COM AMBIENTES DE PLANTAS: UM RELATO DE ESTUDO EXPERIMENTAL

Nuria Pérez Gallardo, Elis Dener Lima Alves, Mauricio Sanches Duarte Silva, Flaviany Luise Nogueira de Sousa, Bruno César dos Santos

Resumo


Com o avanço da ciência, a humanidade está cada vez mais entendendo a relação do clima e do tempo com o espaço geográfico. Isso proporciona uma visão holística que possibilita o desenvolvimento de técnicas que auxiliam a minimizar os impactos das variáveis climáticas em nosso dia a dia. O presente estudo teve como objetivo analisar o conforto térmico de quatro “células-teste”, representativas do modelo básico de construção brasileiro, tendo em vista o clima local. Cada instalação foi submetida a diferentes combinações de fachadas verdes e telhados e foi submetida a medições de temperatura ao longo de um ano. Foi calculado o índice de conforto adaptativo sugerido pela ASHRAE, que estabelece uma metodologia para determinar os graus-horas de desconforto percebido pelos usuários dentro de uma estrutura. As células de teste com fachadas verdes e a célula com fachadas verdes e telhado verde exibiram uma diminuição nos períodos de desconforto. Em relação ao desconforto com o frio, as células verdes apresentaram temperaturas mais altas que a célula teste; quando esse desconforto era devido ao calor, exibiam temperaturas mais baixas na maioria das horas. Esses achados destacam o potencial dessa técnica na redução dos custos operacionais de edifícios para manter o conforto térmico. Após calcular o número de horas de resfriamento necessárias para obter conforto, a célula de teste com fachadas verdes e telhado verde exigiu 212h (equivalente a um consumo de R$ 181,10), enquanto a célula de controle, 455h (equivalente a um consumo de R$ 388,60), demonstrando assim a eficiência do aproveitamento do entorno das plantas nas edificações, que aumenta o conforto térmico e reduz os custos com ar condicionado.

Palavras-chave


Fachadas verdes. Telhado verde. Bioarquitetura. Consumo de energia. Resfriamento.

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ISSN 1809-239X