CONTRADIÇÕES URBANÍSTICAS EM PROJETOS CONTEMPORÂNEOS
OS CASOS DE ALPHAVILLE E URBANOVA NA ORIGEM DA URBANIZAÇÃO DISPERSA NO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i1.8473Palavras-chave:
planejamento urbano e regional, contradições urbanísticas, regiões metropolitanasResumo
O presente artigo aborda as diferenças expressas em programas de urbanização contemporâneos e aparentemente semelhantes. Considera-se o caso da experiência inicial de Alphaville, em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo em comparação com Urbanova, em São José dos Campos na atual Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte. Apesar das origens no mesmo período, a década de 1970, momento do “milagre brasileiro”, seus processos seguiram por contextos distintos acarretando resultados discrepantes. Este artigo tem como objetivo, a partir da comparação de dessas duas experiências originais, contribuir para a crítica à atual voga urbanização contemporânea em seu modo disperso, composto por espaços excludentes representados por loteamentos fechados e condomínios horizontais, principalmente nas regiões metropolitanas.O estudo se apoia nos documentos oficiais das empresas empreendedoras, nos projetos urbanísticos, nas pesquisas de campo e nas ações de governo dos municípios envolvidos, além de material de imprensa para compor a análise comparativa dos processos de planejamento para mostrar como a complexidade dos projetos de urbanização pode moldar diferentes modelos urbanos e configurações sociais. Foi possível concluir que ambos os empreendimentos, embora tenham trajetórias distintas, reforçaram o modelo pós-moderno de urbanização dispersa e excludente, evidenciando o papel dominante do mercado imobiliário na produção do espaço, especialmente voltado às elites econômicas locais, resultando em configurações socioespaciais moldadas pela lógica neoliberal contemporânea.
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