CAPACIDADE DE FAZER A DIFERENÇA: A AGÊNCIA HUMANA NO PROCESSO DE DIVERSIFICAÇÃO PRODUTIVA EM ÁREAS DE TABACO

Cidonea Deponti, Verenice Zanchi, Edson Aparecida de Araujo Querido Oliveira

Resumo


Este artigo objetiva compreender como o conceito de agência humana, desenvolvido por Weber, trabalhado por Giddens e utilizado na abordagem teórica-metodológica a Perspectiva Orientada ao Ator pode ser utilizado para compreensão do processo de diversificação da produção em áreas de cultivo de tabaco. Para tanto, utilizou-se de revisão de literatura e de estudo de caso sobre a percepção dos agricultores familiares quanto ao processo de diversificação, por meio da categoria teórica-analítica: agência humana. No estudo de caso foram realizadas entrevistas semiestruturadas, as percepções foram anotadas em um diário de campo e para a análise dos dados utilizou-se o programa SPSS. O presente estudo justifica-se pela oportunidade de discussão das possíveis inter-relações entre os conceitos de agência e de diversificação produtiva, uma vez que a diversificação dos meios de vida configura-se em uma alternativa para a manutenção e sobrevivência da agricultura familiar no campo.Verificou-se que os agricultores familiares que diversificam são aqueles que apresentam melhor nível financeiro e maior acesso à informação. Também se observou a possibilidade de uma relação positiva entre agência e diversificação produtiva, sendo que a agência tem associação direta com a capacidade de realização. No entanto, nem todos os atores tem capacidade de explicar “o porquê” de suas razões e intenções.

Palavras-chave


Agência humana. Desenvolvimento rural/regional. Diversificação produtiva. Agricultura familiar.

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ISSN 1809-239X