MOVIMENTO SOCIAL DAS QUEBRADEIRAS DE COCO BABAÇU ENQUANTO ESPAÇO NÃO FORMAL PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIENTÍFICA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i4.8625

Resumo

Os movimentos sociais constituem espaços de educação não formal, que promovem aprendizagens baseadas na experiência, no diálogo e na ação coletiva. Nesse sentido, investigamos como os movimentos sociais de quebradeiras de coco babaçu se constituem em espaços não formais de educação ambiental e de educação científica, ao articular saberes científicos e tradicionais. Participaram da pesquisa 16 mulheres da comunidade quilombola Olho d’Água dos Negros, localizada em Esperantina, Piauí. Os dados foram coletados por meio de registros etnográficos, observação participante e aplicação de entrevistas semiestruturadas. Os resultados evidenciam que a aprendizagem da quebra do coco babaçu ocorre predominantemente no âmbito familiar, sobretudo com as mães, assegurando a transmissão intergeracional dos saberes. Observamos o uso integral da palmeira para alimentação, geração de renda, fins medicinais e práticas domésticas, fundamentado na observação e na experimentação. As quebradeiras reconhecem que esses saberes tradicionais contribuem diretamente para a conservação dos babaçuais e o respeito aos ciclos naturais. Dessa forma, as práticas das quebradeiras de coco configuram saberes tradicionais fundamentais para a manutenção do ecossistema, evidenciando elementos da educação ambiental crítica em suas vivências e aspectos da educação científica relacionados à sustentabilidade, especialmente no uso consciente dos produtos e subprodutos da palmeira babaçu.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Isabel Maria Rocha Araújo, Universidade Federal do Piauí

Mestranda em Ensino de Ciências da Natureza, Universidade Federal do Piauí (UFPI). Teresina-PI, Brasil. Email: isabelmariarg43@gmail.com

Letícia Sousa dos Santos, Universidade Federal do Piauí

Doutora em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Universidade Federal do Piauí (UFPI). Professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental em Tempo Integral Marechal Castelo Branco.  Timon-MA, Brasil. Email: leticiasousa003@gmail.com

Patrícia Maria Martins Nápolis, Universidade Federal do Piauí

Doutora em Ciências, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Professora Associada vinculada ao Curso de Ciências da Natureza da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Teresina-PI, Brasil.  Email: pnapolis@uol.com.br

Publicado

04.11.2026

Como Citar

Rocha Araújo, I. M., Sousa dos Santos, L., & Martins Nápolis, P. M. (2026). MOVIMENTO SOCIAL DAS QUEBRADEIRAS DE COCO BABAÇU ENQUANTO ESPAÇO NÃO FORMAL PARA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CIENTÍFICA. Revista Brasileira De Gestão E Desenvolvimento Regional, 22(4). https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i4.8625

Edição

Seção

Dossiê - Protagonismo Feminino, Ciência e Desenvolvimento Regional na América Latina