GÊNERO, PODER E GOVERNANÇA CIENTÍFICA:
REDES DE CO-PARTICIPAÇÃO NAS DIRETORIAS DA SBF E DA ABFM E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO BRASILEIRO
DOI:
https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i4.8638Palavras-chave:
Gênero, Governança científica, Redes sociais, Desigualdades, Desenvolvimento científico regionalResumo
Este estudo analisa a participação feminina nas diretorias da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e da Associação Brasileira de Física Médica (ABFM) ao longo de sua trajetória até 2025, com base em dados públicos e técnicas de análise de redes sociais. Partindo da compreensão das sociedades científicas como instâncias de governança do campo científico, investiga-se como a distribuição de posições de liderança se articula com a concentração de capital político e suas implicações para a reprodução de desigualdades. Os resultados revelam sub-representação feminina persistente e padrões consistentes de segregação vertical, com maior concentração de mulheres em funções administrativas. A análise de redes evidencia a existência de núcleos estruturais de poder e circuitos relativamente estáveis de co-participação. Embora mulheres estejam presentes em posições estruturalmente relevantes, essa inserção não se traduz de forma equivalente na ocupação de cargos de maior poder decisório. Conclui-se que tais padrões, além de expressarem desigualdades de gênero, contribuem para a manutenção de dinâmicas concentradas de poder no campo científico brasileiro, com implicações territoriais para o desenvolvimento científico regional.
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