DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA BRASILEIRA ENTRE 2010 E 2024
CONCENTRAÇÃO OU DISTRIBUIÇÃO REGIONAL EQUITATIVA?
DOI:
https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i2.8711Palabras clave:
Indústria farmacêutica, Regiões, Desenvolvimento territorial, EmpresasResumen
A indústria farmacêutica é intensiva em tecnologia, gera empregos qualificados, e as maiores empresas atuam em escala mundial. Todavia, a produção tende a se concentrar em determinadas regiões centrais com densidade populacional e de serviços técnicos. No Brasil, desde 2010, observou-se um fortalecimento das empresas farmacêuticas nacionais, situação bem distinta da anterior. O objetivo deste artigo é verificar se esse desenvolvimento se deu de forma igual para todas as regiões do país ou se há um processo de concentração regional dessa indústria no território brasileiro e quais são as implicações para a sustentabilidade da qualidade de vida nos territórios em que ela está ausente. A metodologia é descritiva e quantitativa, utilizando-se dados sobre número de empresas, faturamento e quantidades comercializadas, estabelecimentos e vínculos empregatícios relacionados à fabricação de medicamentos para uso humano referente aos anos de 2010-2024. Os resultados mostram que, no período estudado, houve uma tendência de concentração na região Sudeste, com destaque para o estado de São Paulo, onde se localiza o maior número de empresas, de vínculos, de percentual de faturamento e de quantidades comercializadas. Assim, pode-se concluir que o fortalecimento das empresas nacionais brasileiras reforçou a concentração regional de sua produção, já observada antes de 2000, apesar do esforço de descentralização representado pela experiência de Goiás, não contribuindo, portanto, para o desenvolvimento territorial sustentável de outras regiões brasileiras.
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