FRONTEIRA ARGENTINA-BRASIL:
A MIGRAÇÃO PARA O NOROESTE GAÚCHO É FENÔMENO ESTRUTURAL OU CONJUNTURAL?
DOI:
https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i1.8212Palabras clave:
Fronteira, Migração, Mercado de trabalho, Migrante, Políticas migratórias.Resumen
Este estudo tem como objetivo analisar se o recente crescimento da migração argentina para o Noroeste do Rio Grande do
Sul configura-se um fenômeno estrutural ou conjuntural, considerando suas implicações para o desenvolvimento regional.
Com base nas premissas do método dialético-crítico, trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, com abordagem
exploratória e analítica, combinando revisão bibliográfica, estudo de documentos e análise de dados secundários.
As evidências indicam aumento expressivo no fluxo migratório a partir de 2022, impulsionado pela crise econômica
argentina e pela demanda por mão de obra nos setores da agroindústria e da construção civil no Brasil. A análise teórica,
fundamentada nos paradigmas funcionalista e histórico-estrutural, revela que, enquanto a visão funcionalista interpreta
esse fluxo como um ajuste natural do mercado de trabalho, a abordagem histórico-estrutural aponta para a precarização e
exploração dos migrantes em um contexto de desigualdade sistêmica. Casos de trabalho informal e análogo à escravidão
evidenciam a vulnerabilidade dos migrantes, destacando a necessidade de políticas públicas mais eficazes para sua inclusão
social e proteção trabalhista. Conclui-se que a migração argentina para a região combina fatores conjunturais e estruturais,
exigindo abordagens interdisciplinares e medidas governamentais para garantir a integração digna desses trabalhadores
ao mercado formal e aos serviços essenciais.
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