SETOR ENERGÉTICO E DIVERSIDADE

O PROGRAMA BRASILEIRO PRÓ-EQUIDADE DE GÊNERO E RAÇA ESTÁ FAZENDO DIFERENÇA?

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i4.8621

Palabras clave:

Equidade de gênero e raça, Indicadores, Setor Energético, Políticas Públicas, Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça (PPEGR)

Resumen

O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça (PPEGR), criado em 2005, constitui uma política pública voltada à promoção da igualdade de oportunidades no mundo do trabalho, por meio da adesão voluntária de organizações e da implementação de planos de ação. Este estudo analisa a atuação do PPEGR no setor energético brasileiro, com base em uma abordagem qualitativa, exploratória e documental, examinando sua operacionalização em empresas como Eletrobras, Petrobras, CEPEL e Bahiagás. Os resultados indicam que a adesão inicial de grandes empresas esteve associada a fatores políticos, especialmente ao contexto institucional da primeira edição do programa, enquanto a permanência dessas organizações ao longo do tempo sugere continuidade, embora com baixa incorporação de novos participantes. Observa-se que, apesar da implementação de ações de equidade, predominam indicadores quantitativos, como a proporção de mulheres em cargos de liderança, com limitada incorporação de abordagens qualitativas e de mudanças estruturais nas relações de poder. Adicionalmente, empresas de menor porte, especialmente familiares, frequentemente não reconhecem a equidade de gênero como uma pauta relevante, evidenciando a necessidade de estratégias específicas para ampliar o alcance do programa. A ausência de diretrizes mais robustas e de mecanismos de avaliação de impacto reduz o potencial pedagógico e transformador do PPEGR. Conclui-se que, embora o programa represente um avanço na institucionalização da agenda de equidade, sua efetividade depende do fortalecimento dos indicadores, da incorporação de abordagens qualitativas e da criação de mecanismos capazes de revelar transformações estruturais nas organizações, sob risco de a equidade permanecer no plano simbólico.

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Biografía del autor/a

Ingrid De Paula Marques, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS); Mestra em Dinâmicas Regionais e Desenvolvimento (UFRGS); primeira bacharela em Desenvolvimento Regional (UFRGS); graduada em Ciência e Tecnologia (UFRGS). Desenvolvo pesquisas voltadas à segurança alimentar e nutricional e mudanças climáticas, com foco em políticas públicas e desenvolvimento regional. Interessada em integrar saberes científicos e locais para promover soluções inclusivas e efetivas para os desafios do desenvolvimento rural e urbano. 

Renata Mansuelo Alves Domingos, https://orcid.org/0000-0002-6428-5223,Universidade Federal de Santa Catarina

Graduação de Engenharia Civil pela UNEMAT do campus de Sinop. Especialização em Segurança do Trabalho com Ênfase em Meio Ambiente e Sustentabilidade pelo Educamais. Mestrado em Engenharia Civil na área de construção civil com enfoque em eficiência energética na UFSC. Doutoranda em Engenharia Civil na área de construção civil com enfoque em forma urbana e energia solar na UFSC. Atua como docente no curso de Arquitetura e Urbanismo na UNICESUSC nas disciplinas da área de construção civil, conforto ambiental e estruturas.

Gabriela Sehnem Heck, UFRGS

Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS (2021-2024), com período sanduíche na Universidade de Newcastle (UK) (2022-2023). Pós-doutoranda pelo projeto Energizando a Equidade: Meninas e Mulheres Impulsionando a Transição Energética, com financiamento CNPq. Graduanda em Pedagogia modalidade Bilíngue (Português-Libras) pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos do Rio de Janeiro (INES) (2023 - atual). Mestre em Educação em Ciências e Matemática pela PUCRS (2021) e graduada em Ciências Biológicas - Licenciatura (2018). Atua como Docente Colaboradora no Mestrado Nacional Profissional em Ensino de Física (MNPEF) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Faz parte do Grupo de Pesquisa Currículo, Cultura e Contemporaneidade - GPECCC (CNPq - PUCRS/ 2018-atual), do Grupo de Estudo e Inovação em Língua Brasileira de Sinais - GEIL (CNPq/ 2019-atual) e do Grupo Museus e Centros de Ciências Acessíveis MCCAC (2020-atual). Tem certificação em Curso em Língua Brasileira de Sinais (Libras) nível Avançado (2019) pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS-RS). Atualmente pesquisa temas relacionados à Educação Inclusiva, Educação em Espaços não-formais, Equidade na Ciência e sobre o Capital da Ciência (Science Capital) de pessoas com deficiência.

Aline Cristiane Pan, https://orcid.org/0000-0003-4993-2004,Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professora Adjunta | Doutora em Energia Solar Fotovoltaica | Especialista em Energias Renováveis | Líder em Equidade de Gênero no Setor EnergéticoCom mais de 25 anos de experiência em Energia Solar Fotovoltaica, sou Doutora pela Universidade Politécnica de Madri, graduada em Física e Mestre em Engenharia de Materiais pela PUCRS. Ao longo da minha carreira, coordenei o Curso de Especialização em Energias Renováveis e atuei como professora adjunta na PUCRS por 8 anos. Atualmente, sou Professora e Coordenadora do Mestrado em Ensino de Física e do Curso de Engenharia de Gestão de Energia na UFRGS, onde já orientei mais de 40 estudantes e publiquei mais de 60 artigos no Brasil e no exterior. Como Co-fundadora e Coordenadora da Rede Brasileira de Mulheres na Energia Solar (Rede MESol), atuo para promover a equidade de gênero no setor de energia. Sou também Conselheira do Programa RS Solar e integro o Comitê Permanente de Ações Estratégicas e Políticas para Equidade de Gênero da CAPES (MEC).Meu objetivo é continuar transformando o futuro da energia através de inovação, ensino e conhecimento, sempre com foco em sustentabilidade e inclusão

Publicado

2026-11-04

Cómo citar

Marques, I. D. P., Domingos, R. M. A., Heck, G. S., & Pan, A. C. (2026). SETOR ENERGÉTICO E DIVERSIDADE: O PROGRAMA BRASILEIRO PRÓ-EQUIDADE DE GÊNERO E RAÇA ESTÁ FAZENDO DIFERENÇA?. RBGDR, 22(4). https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i4.8621

Número

Sección

Dossiê - Protagonismo Feminino, Ciência e Desenvolvimento Regional na América Latina
Agencias de apoyo
(Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientí­fico e Tecnológico – CNPq)