PROMOÇÃO DA LIDERANÇA FEMININA NO CENÁRIO POLÍTICO PERNAMBUCANO
DOI:
https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i4.8643Resumo
Este artigo teve como objetivo analisar a presença feminina no cenário político pernambucano, utilizando o indicador 5.5.1 da Agenda 2030 (que mede a proporção de assentos ocupados por mulheres em parlamentos e governos locais) e o Índice de Paridade de Gênero (IPG). Especificamente, busca-se examinar os indicadores de participação feminina nos governos locais e investigar a efetividade das políticas de cotas partidárias. A metodologia adotada foi quantitativa e de caráter descritivo, empregando dados secundários do TSE, TRE-PE e IPEA, e utilizando o cálculo do Índice de Paridade de Gênero para avaliar a paridade nas eleições municipais de 2024. Os resultados demonstram um baixo percentual de vitórias femininas, com apenas 16,30% dos cargos de prefeita e 16,21% das cadeiras de vereadora, em Pernambuco, foram ocupados por mulheres, classificando o IPG como “muito ruim”. Constatou-se que, apesar da política de cotas ter aumentado o número de candidaturas (35,30% para vereadoras), o avanço não resultou em conquistas proporcionais de mandatos. Conclui-se que Pernambuco não cumpriu o indicador 5.5.1 da ODS 5, relativo ao seu cenário político, exigindo o aperfeiçoamento das cotas e mecanismos de fiscalização para uma democracia mais inclusiva.
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