O MODELO BRASILEIRO DE DISTRIBUIÇÃO DE ROYALTIES E SEUS ASSIMÉTRICOS REFLEXOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i3.8569

Palavras-chave:

Royalties

Resumo

Royalties são uma importante fonte orçamentária para um restrito grupo de entes brasileiros, pois sua distribuição é marcada por assimetrias, que geram profundas disparidades. Esta pesquisa aborda a problemática do desenvolvimento induzido pelo atual modelo brasileiro de distribuição de royalties, utilizando o município paulista de Ilhabela como estudo de caso. O trabalho inicia apresentando o arcabouço evolutivo dos royalties e enfatiza a complexa legislação brasileira de distribuição. Posteriormente, são analisadas as peculiaridades de Ilhabela em três eixos: educação, saneamento e diversidade produtiva e arrecadatória. A metodologia empregada é de natureza documental, utilizando técnicas qualitativas e quantitativas, com foco em análise de dados analítico-exploratória e pesquisa legislativa. Os resultados da investigação demonstram que, em Ilhabela, apesar dos royalties, os indicadores de educação e saneamento não atingem metas projetadas, revelando-se inferior à média dos municípios paulistas. Quanto à diversidade produtiva e arrecadatória, embora o município demonstre a boa prática do fundo soberano (FSRI), sua solidez financeira estaria gravemente comprometida sem os royalties. Ademais, os achados revelam uma crescente onda de judicialização por municípios interessados em pleitear parcelas dos royalties e, por outro lado, há a inércia do Supremo Tribunal Federal (STF), que mantém suspensa, por meio de liminar monocrática de 2013, a Lei nº 12.734/2012, norma que promoveria uma distribuição mais equilibrada. A pesquisa visa contribuir para o aprofundamento do debate instigando uma análise comparada da legislação brasileira com referenciais internacionais.

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Biografia do Autor

Rafael Rodrigues da Costa, Universidade de Taubaté

Doutorando em Planejamento e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté (a partir de 2025), Mestre em Planejamento e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté (2025), pós-graduado em Prevenção e Repressão à Corrupção pela Universidade Estácio de Sá (2018) e graduado em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2008). Atuou como Analista de Negócios e Gerente de Contas do Banco do Brasil (2005 a 2009) e desde 2010 dedica-se à área de controle da administração pública. Entre 2010 e 2012 trabalhou como Analista de Planejamento e Gestão do Governo do Estado de São Paulo, com foco em auditorias de unidades hospitalares. Entre 2012 e 2014 exerceu a função de Agente da Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, realizando auditorias públicas em variados órgãos municipais e estaduais na região do Vale do Paraíba - SP. A partir de 2014 assumiu a direção técnica de uma equipe de fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tem atuado sobretudo em trabalhos e estudos de formas de atuação dos Tribunais de Contas, colaboração junto a entidades de controle de países lusófonos, auditorias de municípios destinatários de royalties do petróleo e auditorias de grandes municípios.

Adircélio de Moraes Ferreira Júnior, Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina

Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC (2021), possui Mestrado em Direito pela UFSC (2015), Graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2005), Pós-Graduação em Contabilidade e Auditoria pela UFRGS (2000) e Graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Federal de Pernambuco (1996). No campo profissional, iniciou sua carreira como auditor independente (1992-1998). Atuou na administração tributária, como auditor fiscal, nas três esferas de governo, Município, Estado e União (1998-2008). Posteriormente, ingressou na fiscalização das contas públicas, como auditor substituto de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina - TCE/SC (2008-2010). Desde 2010, é conselheiro da Corte de Contas catarinense (nomeado na vaga reservada constitucionalmente aos auditores substitutos de conselheiro). Exerceu, também, por dois mandatos, as funções de presidente (2019 a 2023) e de vice-presidente do TCE/SC (2015 a 2019); de conselheiro supervisor do Instituto de Contas - Icon, Escola de Governo do TCE/SC (2010 e 2013); de vice-presidente (2021-2023) e secretário-geral (2020-2021) do Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas - CNPTC; e de diretor de Desenvolvimento do Controle Externo da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil - Atricon. Atualmente, exerce a função de corregedor-geral do TCE/SC (2023-2025-2027) e de vice-presidente de Relações Internacionais da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil - Atricon (2021-2023-2025).Tem experiência nas áreas de contabilidade e auditoria (pública e privada), economia, matemática financeira, estatística e direito (constitucional, administrativo, tributário, internacional, civil, processual civil, empresarial, penal e processual penal).

Andréia Fogaça Rodrigues Maricato, Universidade de Taubaté

Doutora e Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; Especialista em Direito Tributário pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - COGEAE; Graduada em Direito. Profissional: Advogada desde 2004, com ênfase em Direito Tributário; Coordenadora do Curso de Especialização do Instituto Brasileiro de Estudos Tributários (IBET) em São José dos Campos; Professora e orientadora do doutorado e do mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade de Taubaté (UNITAU); Coordenadora e professora do Curso de Direito da Faculdade Cristã da Cidade (FCC) em SJC. Autora de diversos artigos científicos.

Edson Trajano Vieira, Universidade de Taubaté

Possui graduação em Ciências Econômicas (1995) e e licenciado em história (2021) pela Universidade de Taubaté, mestrado em Economia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1999) e Doutorado em História Econômica pela Universidade de São Paulo (2009). Atualmente é Coordenador Geral dos cursos de Mestrados e Doutorado em Planejamento e Desenvolvimento Regional e do mestrado em Gestão e Desenvolvimento Regional, todos da Universidade de Taubaté. Editor Chefe da Revista Brasileira de Gestão e Desenvolvimento Regional. Coordenador do Núcleo de Pesquisa Econômicas e Sociais que estuda os tem as variação nos preços da cesta básica, emprego, renda e escolaridade. Tem experiência na área de Economia em Desenvolvimento Econômico Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: planejamento e desenvolvimento econômico, economia solidária e economia criativa, educação e desenvolvimento regional. Industrialização e Desenvolvimento Regional. Coordenador de Extensão de Trabalho de Campo do Projeto Rondon

Publicado

30.09.2026

Como Citar

Rodrigues da Costa, R., de Moraes Ferreira Júnior, A., Fogaça Rodrigues Maricato, A., & Trajano Vieira, E. (2026). O MODELO BRASILEIRO DE DISTRIBUIÇÃO DE ROYALTIES E SEUS ASSIMÉTRICOS REFLEXOS. Revista Brasileira De Gestão E Desenvolvimento Regional, 22(3). https://doi.org/10.54399/rbgdr.v22i3.8569
Agências de fomento
CAPES - Bolsa de Doutorado