PARADIGMAS DE DESIGUALDAD: MUJERES EN LA CIENCIA EN MÉXICO, CUBA Y EL SALVADOR
Palavras-chave:
Mulheres na ciência. Gênero e ciência. América Latina. Desigualdade sistêmica. Políticas científicas. Agência coletiva.Resumo
A participação das mulheres na ciência e na tecnologia na América Latina apresenta um paradoxo fundamental: embora a região exiba uma das taxas mais altas de matrícula feminina em programas de educação superior em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática) em nível mundial, essa representação massiva não se traduz em uma presença equitativa nos escalões superiores das carreiras acadêmicas e de liderança (UNESCO, 2021). Este artigo de revisão argumenta que, embora desafios como a “tubulação com vazamento” (leaky pipeline) e o “teto de vidro” sejam transversais, as trajetórias históricas e as respostas institucionais são profundamente contingentes aos contextos políticos e sociais de cada nação. Através de uma análise narrativa e comparativa de três casos paradigmáticos — México, Cuba e El Salvador — são examinados os diferentes modelos de inserção feminina na ciência, seus impactos e estratégias de resistência. O surgimento de respostas organizadas e transnacionais, como os Congressos de Pesquisadores do SNII e da Ibero-América, é especificamente analisado como uma estratégia explícita para combater essas desigualdades sistêmicas. Conclui-se que, apesar das diferenças nacionais, a transformação do ecossistema científico em direção à equidade requer políticas públicas que abordem as barreiras estruturais e culturais, reconhecendo-se o impacto social desproporcional das pesquisas lideradas por mulheres na região.
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